Não quero nada não, tô só dando uma olhadinha…

março 12, 2010

Times they are a changin’.

Arquivado em: Uncategorized — Caroline @ 4:19 pm

Tem horas em que preciso me perguntar se só eu tenho dificuldade em desistir de coisas do passado. De ver as coisas como elas realmente são.

Desde sempre eu tive dificuldade em controlar meu dinheiro, ora penso que não tenho nada e quando faço as contas, tenho mais do que o suficiente, oras penso que tenho bastante e compro alguma coisa, aí percebo que o dinheiro que eu gastei tinha uma finalidade e eu havia esquecido. A mesma coisa com peso, tinha medo da balança, literalmente. Eu cultivava esse pensamento mágico de que, se eu não checasse meu peso, minha vida seria mais fácil porque, com certeza, o resultado da balança me faria sentir um lixo.

Li um livro que eu achei fantástico há 10 anos atrás, li de novo há 2 anos atrás e achei tão mais ou menos. Conheci pessoas no passado que me surpreenderam, me deixaram flabbergasted e hoje… A mesma coisa com lembranças, um lugar que parecia mágico no passado e, anos depois, quando você retorna não vê nada demais. E tem vezes que, parece que a gente se apega a coisas que não existem, que nunca existiram… mas não há como explicar porquê e desvincular-se delas parece até mais difícil do que deveria ser.

Só sei que mais um pouco eu desisto e me faço cartões de enfrentamento. Quando pensei nessa hipótese percebi que, dessa vez pode ser que eu estou disposta à fazer mudanças mesmo.

Semanas pesadas.

março 10, 2010

Fact and Fiction Work as Team.

Arquivado em: Uncategorized — Caroline @ 3:16 am

Existem coisas que eu tenho certeza que escolhemos pelo prazer que nos proporcionam. Prazer de nos sentirmos frustrados, chateados, derrotados. Quantas coisas incertas e duvidosas escolhemos mesmo sabendo onde elas irão nos levar… e ficamos com aquilo mesmo assim.

É como um bolo ruim, queimado e mal feito, mas com cobertura impecável. O bolo é a escolha e a cobertura é o enfeite mental que confeccionamos diante do que os outros fazem questão de nos apontar por bem, por mal, por cuidado, por importarem-se… Um bolo coberto de mentiras, justificativas, com pitadas de necessidade de carinho e aprovação e carência à gosto.

Já disse e repito, o potencial da mente humana é subestimado constantemente, as coisas absurdas que nos fazemos acreditar, as desculpas esfarrapadas, os sapos, a conivência sem sentido… Na hora parece tão necessário, parece que há algo a manter, algo que vale a pena ser mantido e cuidado apesar do que todas as outras evidências te apontem, apesar de tudo conspirar… o esotérico vira cético e o religioso vira ateu se preciso. Tudo pra defender um devaneio mirabolante porém fora do controle.

E aí eu penso que o bom mesmo é se fosse sempre possível ver as coisas “de fora”. Que houvesse um botão, um gatilho que nos fizesse ver a coisa do ponto de vista de quem está fora da situação, onde fica mais fácil ser crítico e lógico e factual.

Claro, há coisas que nos deixam momentaneamente frustrados e com dúvidas, com medo do que vem à seguir, medo de que não dar certo, medo da possibilidade de termos nos enganado. Mas, pra mim, esses questionamentos são passageiros quando fazemos uma escolha certa ou saudável. Você tem medo e perguntas mas, no fundo, sabe que é uma questão de tempo ou paciência ou parcimônia, mas sente no fundo que existe algo no horizonte e que as vezes uma noite de sono é o suficiente… As escolhas erradas são insistências burras desde o início, o medo não é o de ter errado mas de que o erro finalmente mostre sua cara feia e de que as pessoas ao seu redor também, com cara de eu-te-avisei, acreditem que precisam te lembrar disso.

A escolha errada já implica em não esperar nada ou muito pouco, em te causar angústia e insegurança ao nível de uma dor física. A escolha errada vem com a necessidade de consertar algo ou alguém ou a si mesmo. A escolha errada é fruto da impuslsividade que vira e mexe, vem mascarada como uma “boa idéia” ou um “ah, que se foda” ou ainda que você “não tem nada a perder”  E a impulsividade é tão sem vergonha que só acaba mostrando sua cara – especialmente no caso dos despreparados para perceber tal sabotagem – depois, à médio e longo prazo. Quando sua mente finalmente dá espaço ao pensamento crítico, aos prós e contras, à análise… e aí então é óbvio que não seria uma boa idéia, que você se importa e que você perde sim.

Escolhas erradas não exclusivas a ninguém, todo mundo está sujeito e todo mundo deve fazer uma em velocidade estatística (tipo, cada pessoa faz uma escolha errada há cada 10 minutos, ou algo assim), o segredo é aprender a lidar e crescer com elas…

março 3, 2010

Stick to What You Know (Post Temático)

Arquivado em: Uncategorized — Caroline @ 12:10 pm

Há uma série de coisas que eu preciso abdicar para poder continuar indo ao meu terapeuta, em termos financeiros. Mas são momentos como o de ontem que fazerm valer à pena. E,  apesar de eu ter me desapaixonado pela Psicanálise, sempre vou reconhecer seus méritos e o papel na gênese da psicologia clínica.  Minha linha é outra, mas bebe muito dessa fonte. Mas enfim… ontem foi um dia de insights.

Pessoas em geral exibem uma certa dificuldade com o novo. Um certo desconforto e um desajeito até. Cada vez que partimos para uma nova aventura existe a grande possibilidade agirmos como crianças curiosas porém inseguras. E é nesse momento de decisão, de ficar ou partir que corremos o risco de ficar com aquilo que a gente conhecer, ou retornar para o que a gente conhece.

Uma vez eu ouvi numa palestra o conceito de zona de conforto. Aquele espaço abstrato que nos colocamos e nos mantemos por questões econômicas (não necessariamente financeira mas de economia de energia, de sentimentos, de investimento emocional). Sair dessa zona implica em fazer esforço, adquirir novas estratégias e dar a cara pra bater. A simples possibilidade de sair dela pode ser o suficiente para retornarmos para a zona e ficarmos bem assim.

Talevez por causa da profissão, eu acho isso extremamente comum quando se trata de relacionamentos amorosos. Um exemplo: Namoramos A e terminamos, começamos com B e, sem perceber, comparamos um com o outro várias vezes “A era muito mais legal”, “não era assim que A fazia…” Mesmo sabendo que havia motivos para terminar com A, que existiam mais coisas ruins que boas em A, o comparamos com B.  Ou então assim, terminamos com A, namoramos firme com B – sem comparações – mas, assim que você e B terminam, você não pensa em desbravar novos mundos mas, voltar com A. Retornar àquilo que já se conhece, antes o incerto do que o duvidoso.

A mesma dinâmica com casais disfuncionais. O relacionamento é péssimo, eu penso em terminar, eu ensaio diálogos, me preparo mas… entro numa espécie de pânico mediante a possibilidade de não encontrar mais ninguém, de ter trabalho demais em começar um novo relacionamento (aquela economia de energia que já citei) ou que não vai mais dar certo com ninguém.. ou que vocês já estão juntos há tanto tempo que nem vale mais à pena terminar e aí, você retorna ao mesmo lugar em que estava. Infeliz, instatisfeito, insípido e inconsolável pois não vê outra saída a não ser ficar com o que se conhece. A sensação de impotência faz retornar àquilo que você já aprendeu a lidar, a suportar… e assim grande parte de nós segue, sentindo prazer no desprazer como diria a Psicanálise. Curtindo o gosto azedo do retorno

* Contribuição para o Blogs Sintonizados, tema da vez: “Retorno”

fevereiro 25, 2010

Injustice is a Loop.

Arquivado em: Uncategorized — Caroline @ 2:21 pm

Hoje acordei com uma sensação mista de ódio e impotência. Uma coisa meio Luiz Carlos Prates assim (risos), mas é sério. A notícia da semana, pra mim, tem sido esse rolo envolvendo o tal Ezequiel Toledo da Silva, condenado pelo assassinato do menininho João Hélio lá no Rio, aquele que foi arrastado por 7km porque ficou preso no cinto de segurança do carro. Enfim, eu sei que meu blog não é super popular, não têm milhões de leitores mas, acredito que muito, sem saber, se identificarão com a minha indignação.

A história todo mundo sabe, rolou um assalto, a mãe não conseguiu tirar o menino do carro a tempo e ele foi arrastado até que a cabeça soltou-se do corpo e o que se viu foi um rastro de sangue e víceras pelas ruas do rio. Na época em que isso aconteceu, todos os envolvidos eram menores. Mas isso não quer dizer que eles não sabiam o que estavam fazendo. Se tem algo que me irrita, que ferve meu sangue, são discussões dessa natureza em psicologia jurídica, pelo menos o tipo de discussão que eu tinha na faculdade. Discussão que me levou a cunhar a “Síndrome do E.V.A.”

Um dos meus estágios obrigatórios foi na assistência social, justamente com adolescentes infratores cumprindo medidas sócioeducativas. Antes de mais nada, deixa eu conceituar. Basicamente essas medidas são previstas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) no caso de um adolescente cometer um ato infracional, o tipo de medida é escolhida dependendo da gravidade da infração. Segundo o ECA:

MEDIDAS SÓCIO-EDUCATIVAS

As medidas sócio-educativas, cujas disposições gerais encontram-se previstas nos arts. 112 a 130 do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/90) são aplicáveis aos adolescentes que incidirem na prática de atos infracionais.

Dispõe o art. 112 da mencionada Lei:

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- advertência;

A advertência (art.115/ECA) consistirá em admoestação oral durante entrevista com juiz da Vara da Infância e Juventude, aplicável às infrações de somenos importância com o fito de alertar os pais para as atitudes do adolescente.

II – obrigação de reparar o dano;

A obrigação de reparar o dano (art.116/ECA) será cabível nas lesões patrimoniais com o fito de despertar o senso de responsabilidade do adolescente acerca do bem alheio.

III – prestação de serviços à comunidade;

A prestação de serviços à comunidade (art.117/ECA) consiste em uma forma de punição útil à sociedade, onde o infrator não é subtraído ao convívio social, desenvolvendo tarefas proveitosas a seu aprendizado e a necessidade social.

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IV – liberdade assistida;

A liberdade assistida (art.118/ECA) será cabível quando se entender a desnecessariedade da internação de um lado e uma maior necessidade de fiscalização e acompanhamento de outro. O jovem não é privado do convívio familiar sofrendo apenas restrições a sua liberdade e direitos.

V – inserção em regime de semiliberdade;

O regime de semiliberdade (art.120/ECA) pode ser determinado desde o início ou consistir em transição para o semi-aberto, em qualquer das duas hipóteses a medida deverá ser acompanhada de escolarização e profissionalização.

VI – internação em estabelecimento educacional;

A medida de internação, de conformidade ao art. 121, §2º/ECA, não comporta prazo determinado uma vez que a reprimenda adquire ocaráter de tratamento regenerador do adolescente.

VII – qualquer uma das previstas no art. 101, I a VI.

Trata-se aqui das medidas específicas de proteção como encaminhamento aos pais, freqüência obrigatória a estabelecimento de ensino, programas comunitários, tratamento médico e psicológico, abrigo e família substituta.

Em face da doutrina da proteção integral, preconizada pelo Estatuto em seu art. 1º, temos que as medidas aplicáveis possuem como desiderato principal demonstrar o desvalor da conduta do adolescente e afasta-lo da sociedade num primeiro momento, como medida profilática e retributiva, possibilitando-lhe reavaliação da conduta erecuperação, preparando-lhe para a vida livre, a fim de que num segundo momento, seja re-inserido na sociedade.

Não se trata de pena, embora presente o caráter retributivo, pois o objetivo e natureza da medida sócio – educativa não é punir, mas primordialmente ressocializa”

Talvez se todas as pessoas funcionassem da mesma forma, isso aconteceria como deveria, mas não acontece. Em um ano de estágio lá, eu vi de tudo. Primeiro que você só vê gente carente cumprindo essa medida e eu realmente duvido que estudante de escola particular não cometa atos que podem ser considerados infracionais. Eu estudei em escola particular minha vida inteira, em termos de civilidades, não há taaanta diferença entre uma e outra.

São muitos adolescentes, poucos profissionais e muito menos viaturas para as visitas domiciliares. Uma das obrigações das assistentes sociais e psicólogos são as visitas domiciliares semanais ou surpresa, para osbservar o cumprimento da medida, as condições em que vive.  Não existe infraestrutura, pelo menos aqui, pro cumprimento devido dessas medidas.

A questão da redução da maioridade penal virou uma daquelas coisas tipo religião e futebol, que não há uma resposta certa, que gera discussão sem conclusão. A divisão é feita entre os “radicais”, que acreditam na diminuição ou na extinção da maioridade – assim como a Inglaterra – e os defensores dos direitos humanos, onde praticamente tudo é crueldade, tudo é demais, se repetirmos o comportamento punitivo e violento que, nesse caso, o adolescente demonstrou com relação ao menino contra ele mesmo, que tipo de seres humanos nós somos? E blá blá blá. Ah, e sem esquecer do pior de todos os argumentos, pior do que aqueles que envolvem religião e a vontade de D’us – “ele era apenas uma criança, não sabia o que estava fazendo” – Oi? Como é que é?

Pois bem, me chame de radical. Sou a favor da extinção da maioridade, sou a favor de uma justiça mais forte e objetiva, menos cheia de brechas e contornos (caso não tenha entendido é só olhar o caso do Arruda, que é capaz de voltar a ser governador numa boa ainda), ou é, ou não é. Se cada decisão pode ser recorrida, revista, se pra cada decisão existem três ou quatro saídas, como é que as pessoas podem depender dela? Como é que as pessoas vão ser punidas ou absolvidas ou mais justamente julgadas (lembrando que sim, eu sei que não existem maneiras de determinar de forma 100% justa e clara quem fez o que, o que exatamente ocorreu, quem tem ou não razão..) Mas, cadê a vontade de se fazer o melhor possível? Cadê a preocupação  genuína com a “saúde civil” da sociedade?

A coisa da Síndrome do E.V.A. que eu comentei antes, é essa coisa derivada de ONG, que como bem disse o Eduardo Mesquita nesse post

Surgirão os representantes dos direitos humanos, com suas ONG´s alimentadas por dinheiro internacional arrotando que os criminosos são vítimas de um sistema perverso e de uma situação desfavorável. Meudeus, quantos vizinhos e amigos dessas criaturas vivem as mesmas situações desfavoráveis e não se tornaram monstros?

(E depois dizem que a TV não ensina nada, aprendi isso aí com a Michelle Pfeiffer já em “Mentes Perigosas”)

Me parece que as pessoas que trabalham mais próximas à menores carentes, infratores ou não, desenvolvem essa compaixão crônica, essa coisa de precisar salvar, de fazer mural de EVA com os aniversariantes do mês e decorar com flores e pombos também recortados no material. Essa necessidada de ser condescendente porque sente pena ou culpa demais por ter as mãos atadas, por não ser a família desses menores, por não conseguir ensiná-los nada.

Não discordo totalmente de alguns argumentos deles, como o de que a família e, posteriormente os grupos sociais externos são a base de estruturação ética, moral, cívica do ser humano em geral. E que muitos desses adolescentes não têm isso em casa. Concordo que a solução é a educação sim. É promover educação e atividades extra curriculares onde o jovem pode aprender um ofício, uma ocupação ou simplesmente praticar atividades de lazer para que se ocupe com coisas que valem à pena e não com as bolsas e carteiras dos que passam na rua.

Mas existe um outro grupo, onde esse Ezequiel e aquele Champinha (que matou e torturou um casal de namorados que passaram o fim de semana acampando numa chácara em São Paulo em 2003) se encaixam melhor. O grupo dos predadores sociais. Pessoas que não precisam mais passar por avaliação psicológica para o óbvio. Quando o jornal divulgou isso, que passariam por mais avaliações psiquiátricas, deu a impressão que eles não querem acreditar no fato claro, são dois psicopatas e não podem viver em sociedade.  Psicopatia é identificado desde cedo e, em menores é chamado de Transtorno de Conduta, o que passa a impressão de ser reversível,mas não é.

Nem todo o psicopata é um assassino, a maioria deles são políticos, advogados de porta de cadeia, ladrões e seqüestradores. Não é preciso também ter uma personalidade antisocial total, mas apenas traços, ou seja, em algumas áreas da vida existe uma conduta desse tipo, mas não em tudo. Basicamente a psicopatia envolve a inabilidade de expressar ou sentir emoções e de sentir empatia (colocar-se no lugar do outro) tudo o que um indivíduo desse faz é pensando nos objetivos dele, no que ele quer alcançar e no que ele pode conseguir agindo dessa ou daquela maneira. São extremamente sedutores e manipuladores e pensam que todos os outros são idiotas e inferiores, estão aqui para serem usados e extorquidos por eles, que seriam superiores e mais inteligentes.

Casos como o desse Ezequiel e do Champinha são clássicos e não tão comuns, por isso deveria ser fácil saber o que fazer, qual medida tomar e efetivamente afastá-los do convívio social. Mas não, é preciso voltas, tentativas, brechas… Talvez seja isso mesmo, o ECA está aí pra ser usado e pra se tirar proveito porque não ensina nada, não promove nada, raramente ressocializa e promove a condescendência cheia de culpa e ingenuidade forçada.

Toca aqui, Brasil.

fevereiro 18, 2010

Respect the Bass.

Arquivado em: Uncategorized — Caroline @ 12:55 am

Há uns 4 anos atrás eu comprei um baixo, como esse da foto, igualzinho. Me convenci de que, se dispendesse essa quantia significativa de dinheiro no instrumento, me sentiria obrigada a aprender a tocá-lo. Lógico que não foi assim. O erro número um foi tentar aprender com alguém com quem tenho vínculo e um nível diferenciado de respeito, no caso, o namorado. Na primeira vez, ele ficou brabo, tentou ser mais que paciente, não funcionou. Por um momento achei que ele jogaria o violão dele pela janela de tanto ódio. Aparentemente a minha reação diante dele fora tida como impaciente e arrogante. Acho que é uma daquelas situações em que eu devia respeitar o instrumento. Até ser chamada de impaciente, tudo bem, aceito. Mas arrogante… concluí que se eu realmente fosse arrogante, não me sentiria mal com alguém me dizendo isso, no fim das contas. Ou quem sabe, eu finalmente superei minhas inseguranças e fiquei mais decidida, mais objetiva, mais sem paciência = arrogante. Mas isso eu iria gostar também, oh well…

O fato é que eu nunca consegui aprender um instrumento. As poucas coisas que eu fiz que tiveram começo, meio e fim eu posso contar nos dedos. Fiz o curso de inglês até o fim, quando usei aparelho fiz o tratamento certinho e devo ter lido uns 5 livros de cabo a rabo. E só. Não estou dizendo que me orgulho, mas é algo além do meu controle. Eu não consigo andar no compasso de um processo. Algo que possivelmente faz com o que a minha postura defensiva seja confundida com arrogância.

Até hoje eu não sei como eu fiz o curso de inglês até o fim, não sei o que me fez não ter medo e ter paciência. O fato é que eu terminei, me apaixonei pelo negócio e venho dando aulas desde então. Hmmm, será que o  meu “respeite o idioma” é o “respeite o instrumento” dele? É possível.

Talvez seja a pressão, invisível ou bem visível, é o que geralmente me trava e me afugenta. Não sei lidar com pressão, eu admito. Especialmente pressão para aprender algo que eu desconheço. Primeiro tentei flauta doce no colégio, decepção. Depois teclado, na terceira aula eu fugi da sala pela janela enquanto o professor me deixou n na sala treinando acorder sozinha. Lembro que eu amava as aulas de canto porque já no primeiro dia o professor disse que eu era afinada, então, o maior problema estava resolvido. Até que um dia ele encrencou com a respiração e, quando eu simplesmente não conseguia fazer o que ele queria, eu parei de ir. Decidi então partir pro violão, oras, tinha tanta gente idiota no colégio que tocava ,por quê eu não haveria de aprender? Confesso que abrir a aula com “cai cai balão” foi um pouco broxante, mas talvez fosse o método. Também foi irritante ele insistir que eu tocasse como um destro e não como canhoto. Voltava pra casa e tocava com o violão de cabeça pra baixo mesmo, era mais fácil do que do jeito destro. Aí ele decidiu então, de certo porque eu desobedeci as ordens dele, que eu devia cantar e tocar junto SEMPRE. Óbvio que isso é mais difícil do que parece e eu desisti. Me deu a impressão que aulas de música sempre seriam esse inferno que primava por perfeição já na primeira aula. E eu me cobrava super porque eu não aprendia nada, porque não chegava à nota alguma em nenhum instrumento. Travei.

Aprender um instrumento e matemática são desafios pessoais que em algum momento voltariam dos mortos para puxar meu pé à noite. Quanto à matemática, um dos prazeres de ser adulto é que você tem autonomia o suficiente pra usar a calculadora pra tudo sem ninguém te julgar. Já o instrumento…

Por alguma razão eu tenho muita vontade de aprender mesmo a tocar um instrumento (não tenho vontade alguma de dominar cálculos em geral), tanto que estou tentando de novo, do meu jeito, o que parece meio difícil de entender pra quem tenta me ensinar. Já sei alguma coisa e, lentamente, aquelas fantasias adolescentes de tocar num palco com uma banda me “picam”,   só que eu tenho tentado ver tudo de uma forma mais terapêutica.

E não sei por quê eu pensei no baixo. Lembro de uma orientadora de um projeto de mini-empresa no colégio,que  eu adorava e uma vez ela disse que estava aprendendo baixo pra desestressar. Na época acho que eu nem tinha super certeza do que era um baixo até ela comentar. Desde então comecei a reparar, mas não tinha super interesse em aprender. Gosto dessa coisa “coadjuvante porém indispensável” do baixo. Tem músicas que você nem nota que ele está lá, e outras que não existiriam sem ele. O baixo tem algo de diferente, é isso que eu gosto. Ah, e claro, pra facilitar minha vida o namorado também toca, esse foi o empurrão definitivo pra eu querer aprender.

Da mesma forma que exercício pra mim é remédio pra ansiedade, tenho esperança de que o instrumento seja meu remédio para a falta de foco, de organização mental e de memória até. Quero aprender a me concentrar. Gosto de sentar na frente do computador e tocar junto com os Beatles, estar fazendo somente uma coisa, minha mente focada em apenas uma ação. Não que eu esteja me comparando, longe de mim mas, da mesma forma que Einstein e Holmes usavam de instrumentos para focar o raciocínio, eu quero também. Ao menos tentar. Quem sabe são passinhos de formiga em direção a mais uma coisa da qual eu vou com certeza me apaixonar e aprender a respeitar né, superar a arrogância.

fevereiro 10, 2010

Long Road To Ruin. (post temático)

Arquivado em: Uncategorized — Caroline @ 12:30 pm

Então, o tema é sorte… Lógico que isso me levou à viagens mil pelas histórias que eu tenho pra contar né mas, posso dizer que hoje, hoje em dia, eu não acredito em sorte. Não acredito no Segredo, aliás, eu faço questão de só citar o Segredo quando algo irônico ou de certa forma negativo acontece. “Ah o que é o pensamento positivo né? De tanto pensar e ficar com medo, finalmente aconteceu e encontrei uma cobra no meu quintal.. quem disse que o segredo não funciona?” E coisas desse tipo. É pra algumas coisas eu sou meio ranzinza mesmo.

O fato é que hoje eu não acredito em sorte, acredito em escolhas e o melhor que você pode fazer com as decisões que você toma. Em geral, acho que não existem escolhas erradas (tirando claro, aquelas que são óbviamente erradas já de início, não estou falando dessas) estou falando de quando ficamos realmente indecisos porque não há como saber onde cada decisão vai nos levar. Aí sim, quando tudo da certo no fim, achamos que foi um pouco de sorte mesmo, nunca damos crédito para o que podemos fazer, para o real mas sempre pro mágico.

Hávia uma época em que eu dava “créditos místicos” pras coisas, tipo “se eu conseguir pegar esse semáforo verde, é porque eu vou me dar bem na prova amanhã” Eu fazia isso direto, isso e um ritual bobo toda noite antes da minha prova de recuperação em matemática (sim, eu não tenho vergonha de admitir que pegava recuperação desde a 3a série do 1˚grau em matemática… não sirvo pra isso). Eu sentava na varanda e batia papo com D’us, me explicava, O lembrava de algumas coisas excelentes que eu fiz durante o ano e defendia meu caso, justificando porquê eu deveria passar de ano. Até o ano em que isso não funcionou mais e aí contei o resto da história em outro post, sobre como eu não quis mais saber Dele.

Mas enfim, sempre que eu passava eu achava que não era mérito meu, mas sorte. Sorte e empurrão divino. Quando eu escapava duma blitz eu achava que era sorte e quando eu recebia aquela maldita ligação me convocando pra ser mesária em época de eleição, eu pensava que não podia haver azar pior… mas pode ser que um monte de gente ache isso a maior sorte de todas. Não sei se isso é sorte ou azar, sei que isso foi uma escolha e pronto.

Existem poucas coisas que estão longe do nosso controle. tipo ser escolhido pra ser mesário. Mas a maioria delas são responsabilidade nossa. Às vezes eu ouço coisas tipo “meu que sorte que a fulana não contou nada do que eu contei pra ela…” Não sei se isso é uma incrível burrice, contar coisas “importantes” a alguém que você não sabe se pode manter tudo pra si ou falta de atenção mesmo. Primeiro que você precisa tomar tempo pra conhece mehor as pessoas com quem você se relaciona, segundo que segredo não é mais segredo uma vez que você mesmo o passou à diante e terceiro, que se algo parece ser explosivo, guarde pra si.

Esse negócio de sorte pra mim contém aquele elemento chave do ser humano médio: essa mania que a gente tem de não se dar crédito pelo o que nos acontece. A façanha é sempre da sorte, de D’us, da Lua, de Alá. Acredite se quiser mas quem teve menos a ver com o seu sucesso ou fracasso foi D’us. Eu sei, isso dá assunto prum outro post, mas é fato, essa coisa de sorte, hoje pra mim, é mais um dos mecanismos que a gente usa, de forma esquisita, pra nos tirar qualquer responsabilidade. Pense bem, eu estudei pra caramba, ralei, me sacrifiquei, não saí mais pra tomar cerveja, fiz cursinho, agüentei aulão com professor fantasiado de guei e passei no vestibular. E acho que isso não foi mérito meu, que não foi resultado do meu esforço, mas que foi sorte, ou que D’us me guiou. Ou seja, prefiro que qualquer outra coisa mágica ou divina seja responsável pelo meu sucesso, menos eu. Assim como nas coisas negativas, nos azares, talvez não suportemos o peso da responsabilidade real das coisas… Será? Tem dias que eu fico pensando na sorte que eu tenho em ver as coisas dessa forma… ;)

**Essa foi minha contribuição para o blog Posts Temáticos, o tema dessa vez era “Sorte”

janeiro 27, 2010

The end is the beginning is the end.

Arquivado em: Uncategorized — Caroline @ 1:29 pm

Ontem eu vi numa das atualizações do orkut uma fotos de formatura, um baile que aconteceu na semana passada, instantâneamente, lembrei do meu. Lembrei de ter dito que a formatura foi, ao mesmo tempo, o melhor e o pior dia da minha vida. A expectativa e os preparativos para o grande dia encobrem com perfeição um fato, comum a maioria dos universitário, no dia seguinte já teremos sido automaticamente computados às estatísticas como formados e desempregados.

Não é comum, em grande parte dos cursos de graduação, você sair empregado exatamente na sua área. E nem tão INcomum que você acabe fazendo algo totalmente diferente daquilo que você passou 2,3..6 anos estudando. As pessoas dizem que não tem mercado, não tem procura, que o mercado está saturado e esses dias ouvi que a má conduta de alguns profissionais faz com que os potenciais clientes desistam de procurar outros da mesma área. Hoje eu já acho que com persistência e diferencial, é possível sim achar espaço no mercado, achar público… O problema é que lá na faculdade ninguém diz que é assim, que existe (na grande parte das vezes) um abismo entre a formação e a saída da faculdade e engrenar uma carreira profissional ao menos um pouquinho bem sucedida. A faculdade nos dá uma sensação de conforto e segurança que são frágeis e superficiais, mas só descobrimos isso depois da formatura.

Eu lembro que mais pro final, depois do TCC e nos estágios, tudo fica cansativo, e quase causa uma sensação de conforto, parece que tá tudo garantido. Existe essa sensação de que formar-se vai ser muito parecido com férias. você fica um tempo sem atuar mas, assim que voltar já vai ter gente batendo na sua porta, precisando dos teus serviços. Pelo menos foi uma falsa sensação que eu adquiri durante a faculdade. E, tudo isso combinado, acredito, te faz ter somente uns momentos de pânico, de vazio ou de confusão diante da verdade inevitável, depois do baile você vira um adulto, possivelmente desempregado e precisa, simplesmente precisa começar a viver como tal.

Não que já não devesse ter visto isso antes, que, na verdade, a faculdade inteira já foi feita de pequenos passos dentro do mundo da gente grande, mas  como tem um clima de escola, não fica tão evidente.

Confesso que às vezes eu sinto falta da faculdade, outras me sinto um pouco culpada por não ter aproveitado mais, estudado mais. Acredito que todo mundo tenha isso às vezes, todo mundo que acabe enveredando pelos caminhos da área de conhecimento que escolheu e que goste dela, digo. E, acho também que estou na 2a fase do recém-formado, que é esse buraco entre a formação acadêmica e a atuação profissional que se busca. É angustiante, cheia de dúvidas e algumas inseguranças, em especial para quem decidiu abrir seu próprio escritório, negócio ou consultório… pairam aquelas assombrações sobre quanto tempo vai durar, em quanto tempo vai fechar e quando será que vai lucrar. Lentamente chego à conclusão de que é assim mesmo, porém não menos assustador. A pergunta que fica é, até quando vou esperar pela 3a fase, onde as coisas andam um pouco mais rápido e me sinto mais confortável com a paciência de lucrar com o negócio? Fico pensando se essa é uma daquelas situações em que vou ler esse post e vou rir disso tudo…

janeiro 21, 2010

Nada, nada, nada. (Post Temático)

Arquivado em: Uncategorized — Caroline @ 3:29 pm

Havia um tempo em que a idéia de não ter nada pra fazer, me consumia. Não suportava ficar sozinha, vendo um TV ou simplesmente ficar na cama pensando na vida. Me causava pavor e ataques de pânico. Eu não podia ficar sem saber, já numa segunda feira, quais eram os planos para o próximo sábado porque eu simplesmente não conseguia lidar com a possibilidade de simplesmente não fazer nada.

Uns seis ou sete anos antes disso, o nada tinha um significado bem diferente. Eu era do tipo – ainda sou – que precisa de tempo pra pensar na vida. Eu ficava horas sentada na frente de casa quando ia à praia, ficava olhando o mar até a hora que a pilha do discman acabasse e eu precisasse entrar para buscar mais e pegar pelo menos um copo d’água. Fazer nada pra mim era mais do que ficar olhando pro nada ouvindo música, era uma necessidade, um longo suspiro que eu precisava dar. Fazer nada pra mim era perfeitamente normal e necessário, pra eu poder pensar, dissecar, organizar e elaborar cada grão de situação vivida, de palavra dita e ouvida, era preciso. Nessa época não era um problema porque era o que eu sabia fazer, ficar mais na minha, no meu mundo com as minhas coisas, foi quando eu decidi fazer parte do resto do mundo real que eu fiquei meio sem rumo.

E, mais recentemente, coisa de 3,4 anos atrás… um terapêuta me disse que não coisa mais triste do que alguém que não suporta, que evita, passar tempo consigo mesmo. Eu na hora achei aquilo uma viagem sem tamanho, algo que ele tirou de algum livro péssimo cheio de auto-ajuda clichê e caça níquel do Nuno Cobra ou do Augusto Cury e óbvio que foi por aí que formei meu comentário facial em torno da colocação dele. E aí ele, quase na forma de um desafio, meio que me propôs tentar. Ficar um fim de semana comigo, fazendo o que eu queria fazer, sozinha… ler, ver TV, fazer as unhas, ir ao cinema… não fazer nada, sozinha. Claro que eu me apavorei e não aguentei uma manhã de sábado sozinha. E aí eu me toquei que eu não fazia mais nada sozinha. Que nada me era tóxico e insuportável.

Dali em diante, minha preocupação era reaprender a viver bem, sozinha e a voltar a fazer nada. O nada pra mim foi como no caso daquela história né, só percebemos o quanto o dedo mindinho é importante e necessário quando o machucamos e ele dói durante semanas, só então fica claro pra quantas coisas ele faz diferença. Se torna tão automático que você não liga mais. Só percebi a falta do nada, quando me doía não poder fazê-lo.

Hoje, pra mim, não fazer nada é essencial. Fico feliz com compromissos e encontros e também extremamente bem se não houver nada. Gosto das possibilidades que um fim de semana reserva, incluindo programação alguma. Gosto dos meus minutos de “suspiro mental” na frente da casa de praia e na varada da minha casa, mas não é mais como antes, porque nem precisa mais ser. Descobri que o nada é bom, é importante mas é preciso saber fazê-lo.

*Essa é minha postagem sobre o nada, tema proposto esse mês pelo Posts Sintonizados

janeiro 15, 2010

Orange is the new White.

Arquivado em: Uncategorized — Caroline @ 2:44 pm

Parece que anteontem um Juiz da Vara Federal do Rio Grande do Sul achou uma boa idéia liberar o uso de camas de bronzeamento artificial, de acordo com a veja.com.br, um dos argumentos era o de quê: “é possível imaginar que chegará o dia em que a Anvisa proibirá que os seres humanos transitem sob a luz do sol, pois esse é – deveras – o maior elemento gerador de raios ultravioleta do meio” E uma dona dessas casas que têm uma cama de bronzeamento disse, vêementemente, que o bronzeamento natural, com sol, é tão prejudicial quanto ao da cama, que existem as mesmas chances de um câncer se desenvolver.

Diferente do bronzeamento artificial, existem uma série de benefícios, produção de vitamina D reponsável pela formação de cálcio e não deixa ninguém laranja (que aliás, é o único benefício do bronzeamento artificial). O que eu achei engraçado, no entanto, é pessoas ficarem revoltadíssimas e filtrarem somente o que querem quando se trata desse assunto. Milhares de pessoas ficaram revoltadíssimas com a proíbiçnao e totalmente ignoraram  o fato de que o uso dessas camas aumenta em 70% (setenta) por cento a chance de contrair um câncer. Esses tons de laranja valem tanto a pena assim?

Eu sou tanto à favor que proíbam essas camas como tantas outras coisas que tiveram seu uso proibído ao longo dos anos que, como vieram, foram. Ok, a única coisa de que consigo me lembrar era uma lapiseira em forma e seringa que eu amava e foi proibida… No entanto, onde fica o voto de confiança nas pessoas, onde elas presumidamente têm uma capacidade de discernimento e de escolher o que querem fazer…? Se proibíram as camas, por que não se faz o mesmo com o cigarro, com o uso total de gordura trans…? Tudo bem que as camas provocam mais um vício psicológico que fisiológico ao contrário do cigarro, por exemplo e o custo poderia ser alto e complexo em se tratando de banir o cigarro cold turkey. Será que o dinheiro que o estado gastaria pra auxiliar as pessoas que adquiriram câncer por causa do bronzeamento e aquelas que adoeceram por causa do cigarro seria próximo?

Se o cigarro fosse banido totalmente, já fico imaginando as várias manchetes de jornal, do tráfico intenso de cigarros vindos do paraguai, aquele gente doida esperando os fardos de cigarro embaixo da ponte da amizade, pra colocar tudo nas costas e sair correndo. Acho que não dá pra fazer o mesmo com camas de bronzeamento… XD

Eu já proibiria essas  camas pelo simples fato de que o resultado é horrível, justifica totalmente o nome “artificial”, parece que a pessoa se esfregou com uma cenoura a tarde toda e pior, pagou por isso! Tudo bem, eu não sou conhecida pela minha vaidade, tavez eu não entenda que o bronzeado artificial é muito mais que isso, que é uma filosofia de vida e  uma necessidade pelo menos no inverno onde ficamos desbotados… Sério, eu sei que homens são conhecidos por não reparar em detalhes como um corte de cabelo ou uma data especial mas é impossível pra mim que eles não notem que a menina ficou mais laranja.  Diferente do sol, que mediante protetor solar e horarios apropriados tem chances bem menores de causar qualquer estrago, o bronzeamento artificial nas máquinas traz esse perigo sempre.

Na verdade, o que eu achei interessante foi meu namorado vendo a reportagem sobre a liberação e achando tudo um absurdo, que devia ser proíbido mesmo e que o juiz não devia ter voltado atrás e fiquei imaginando como seria pra ele, fumante inveterado, ter o seu prazerzinho cortado…

Cheguei à conclusão que pessoas são mais individualistas do que parecerm… me incomoda o que ME é proibído. Se não me faz falta, ou sou indiferente ou tenho um poder maior de analisar os fatos como um cientista, observando os prós e contras de uma situação e concordando ou discordando.  Só me importo com o que faz diferença pra mim… mas acho que isso foi assim desde sempre né.

**Reconheço que não tive muito tempo e nem saco pra elaborar milhões de prós e contras e tentar me aprofundar mais em entender porque não se faz nada do tipo com coisas piores, como o cigarro (eu provavelmente entraria em toda aquela coisa da indústria que sustenta outras indústrias e isso e aquilo, muito mais pessoas consumindo..) mas é que eu achei uma coisa tão idiota…

novembro 13, 2009

Take a Chance on Me.

Arquivado em: Uncategorized — Caroline @ 3:47 pm

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Eu já disse antes e repito, eu gosto da idéia de segundas chances, eu acredito nelas.  Já disse isso tanto que ontem, ontem eu me “desdisse”. Só hoje de manhã, revendo mentalmente a situação eu me toquei. Veja bem, eu me orgulhei por ter dito e mantido minha opinião sobre uma miríade de coisas, mas acho que houve uma situação em particular em que eu fui injusta. Estavamos falando de uma pessoa X e no final, surgiu a comparação com uma pessoa Y. Ambas têm problemas, ou pelo menos tinham. Na minha opinião X mais que Y. Em termos de caráter, no entando, Y deixou mais a desejar que X, admito.

O problema é tanto X quanto Y tiveram essas pisadas de bola há anos atrás. Então, por que não dar uma outra chance? Digo, pessoas mudam, nem sempre pra melhor, mas mudam. Eu acredito que eu mesma fui várias, muitas e diversas vezes agraciada com o bônus da segunda chance então, por que não considerar essa possibilidade também? Existe um ramo da psicologia chamado Psicologia Evolucionista e que basicamente usa o conceito da evolução Darwiniana na psicologia, diz que a nossa cognição acompanhou o processo evolutivo e que vamos adaptando nossos pensamentos de modo que eles sejam mais funcionais diante novas situações, ou até situações que já se apresentaram antes mas, a característica flexível da nossa cognição faz com que ela esteja constantemente buscando novas estratégias para a resolução de problemas, de forma mais simples, selecionamos os esquemas que funcionam e os que não funcionam.  Essa é uma explicação científica – e boa o bastante pra mim – quando se trata de novas chances. Acreditar que o processo congitivo de TODOS os seres humanos seja flexível e aberto à mudança e substituição de crenças e comportamentos é a esperança da humanidade. E claro, sempre existe a possibilidade de dar errado, de nada ter mudado mas, como saber?

Só se sabe fazendo. É como aquela história de ler novamente aquele livro que te marcou aos 13 anos. Aí com 25 você o lê de novo e descobre que não era nada demais, você não consegue nem lembrar o que esse livro tinha de tão bom afinal.Não se já aconteceu o inverso, você ler de novo o livro e amar, mas vai saber? Você precisa ler o livro de novo. O meu erro foi achar que a minha escolha de dar uma chance à Y fosse diferente da escolha da outra pessoa de dar chance à X. Eu espero que as pessoas continuem a me dar uma segunda chance sempre que possível.

Acho que, na hora, o que me fez considerar Y e as segundas chances foi a sinceridade. Dizer exatamente por quê e sob quais circunstâncias estava voltando a manter contato. Respeito isso… o que me irrita é quem pára de  falar comigo, do nada, sem razão aparentente e não me diz o que aconteceu, não procura resolver… e dalí em diante it snowballs. Assim como eu não gosto de alguém que não falava comigo e, de repente, resolve se chegar mas não diz porquê, e não tem pretensão alguma de dizer o motivo pelo qual sumiu e o motivo pelo qual voltou. Eu gosto das coisas claras e ultimamente tenho me esforçado muito para retribuir essa preferência.

O que eu não levei em consideração, no calor da discussão, é que X pode ter feito com a outra pessoa o que Y fez comigo, foi sincero. Temos opiniões divergentes à respeito das pessoas mas, ainda bem! Não existe aquela história do ” o que seria do azul se não fosse o amarelo”? Podemos estar errados em dar segundas chances? Claro, sempre. Mas eu particularmente ando muito fã do conceito de “fiz o melhor que pude”, o melhor não precisa ser algo extraordinário, inesperadamente criativo e feito com perfeição cirurgica. É fazer as coisas que você acha que deve e como pode. Nesse aspecto, acho que fazer o melhor possível é dar chances. E tudo bem ser do contra, é no discordar que a gente aprende, com os argumentos dos outros provocando os nossos. Então,  repensei o momento, re-elaborei a situação e concluí que, o importante mesmo no fim das contar não é X ou Y ou Z mas a capacidade de percepção e compreensão sua e dos que te cercam, caso você esteja certo ou errado.

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