Hey,Don’t write yourself off yet./It’s only in your head you feel left out,/Or looked down on./Just try your best,
/Try everything you can./ And don’t you worry what they tell themselves /When you’re away./ It just takes some time,/ Little girl, you’re in the middle of the ride./ Everything, everything will be just fine, /Everything, everything will be alright. (alright)
Hey,You know they’re all the same./ You know you’re doing better on your own, (on your own)/ So don’t buy in.
Live right now./ Yeah, just be yourself./It doesn’t matter if it’s good enough (good enough)/ For someone else.
Hey, don’t write yourself off yet./ It’s only in your head you feel left out, (feel left out)/ Or looked down on./ Just do your best, (just do your best)/ Do everything you can. (do everything you can)/ And don’t you worry what their bitter hearts (bitter hearts)/ Are gonna say.
Eu descobri que eu já fui uma pessimista. Hoje talvez eu seja uma… “alarmista”? Morro de véspera, me desespero com hipóteses, fico paranóica com possibilidades impossíveis e eu me perco sob pressão psicológica. Descobri que ter deadlines não são um problema pra mim, uma pressão inexistente.. invisível, é. Eu não sei se isso faz parte da crise dos 20 e poucos mas em algumas áreas, me cobro mais.
Então, em virtude de tudo o que aconteceu semana passada, me vi obrigada a praticar algo que eu tinha me recusado até então, talvez não conscientemente, mas ainda assim. Eu nunca pensei que pensar positivo, no sentido mais caricato e ingênuo da palavra fosse algo tão difícil.
Eu passei um pouco mais de uma semana, me policiando.. assim que eu me sentia ansiosa ou começava a criar essa teia imaginária de ligações e hipóteses absurdas eu precisava me concentrar em me sentir bem. Não havia um pensamento, uma imagem específica, só procurar sentir uma coisa boa. Pra mim foi quase como andar com um venda nos olhos, foi estranho e automático e bem sem explicação. Mas percebi como eu tenho medo do pensamento positivo quando talvez não devesse. Talvez “O Segredo” faça sentido. Aliás, eu nunca critiquei a receita do livro, eu critico quem compra. Tudo bem, eu nunca li o livro mas tenho certeza que não deve ser muito diferente daquilo o que eu imagino que seja. Exemplos e receitas absurdas, bem coisa da filme e então você chega à conclusão “se ele conseguiu, eu também consigo”.
Eu penso então que sim, a vida é mais fácil quando nos mantemos numa cadeia imaginaria ou não de pensamentos e sensações positivas constantes. Me lembra aquilo que eu já tinha ouvido que nós só ficamos indignados, brabos, putos, com o que queremos ficar. Por mais absurda que essa frase seja, é verdade. Cada um só se stressa com o que quer. E isso é uma frase que me fez reparar o quanto pessoas são solitárias afinal, e só podem confiar em si mesmas. Sim eu sei, estou puxando vários fios de vários novelos, mas só ontem que me ocorreu, como é absurdo confiarmos decisões importantes a conselhos de amigos ou conhecidos, como podemos ser dependentes dos elogios e sofrer demais com críticas que são mal feitas ou simplesmente mal intencionadas. Mas a responsabilidade é grande demais, decidir sozinho o que fazer, qual decisão tomar… Até onde a gente precisa dos outros pra formar repertório?
Engraçado como uma música perdida dos anos noventa me fez sentir tão melhor.. e a diferença que uma semana pra outra me fez. Há uma ou duas semanas atrás eu tinha medo do impossível. Agora não podia ligar menos. Agora é simples e lógico e não mais pesado.