Esse fim de semana foi ótimo. Minha primeira aula da especialização foi tão boa que me faltam adjetivos pra explicar. Fiquei hiper encantada e mais convencida de que é isso mesmo que eu quero fazer.
Achei engraçado que, durante a aula eu tinha uma oscilação de pensamento, entre “caralho, eu não vou conseguir ser assim, aprender tudo isso..” com “cara, eu consigo fazer isso! Eu já sei isso!” E o espaço entre esses pensamentos era preenchido com “será que só eu me sinto assim??”
Quando o curso acabou, era ora de entrar no carro e voltar pra casa. Como eu não tenho mais paciência pra gravar CDs e nem a tecnologia de uma entrada AUX no radio do meu carro à minha disposição, decidi infringir a lei e ir ouvindo meu ipod, eu me considero uma motorista boa o suficiente pro ipod não me distrair. Eu ouvindo as músicas e, dentre a imensidão do meu repertório sempre aparecia uma ou outra que eu escutava e pensava “nossa!! que musica massa! de quem é??” e aí eu descobria que era de um artista que eu já amava e que estava num CD que eu inclusive já tinha, mas nunca tinha dado atenção àquela música porque nunca havia chegado lá. Eu era uma daquelas pessoas que compravam CD por causa de uma ou duas músicas.
Nisso, toca “Sorry to myself” da Alanis. Que tá no Single do Precious Illusions (que, óbvio, não saiu aqui no Brasil) e no DVD do Feast On Scraps que junto vinha um CD com 6 ou 9 faixas, não lembro… Eu ia mudar, mas decidi ficar ouvindo… Fiquei de cara como eu não tinha colocado essa música no post Artists We Love, que eu fiz um pouco antes de ir no show dela quando eu estava em NY.
Eu já escrevi um post de 3 partes sobre o tanto que a Alanis Morissette representa na minha vida, então, não vou entrar nisso… Mas fiquei pensando nessa letra, no quanto eu evoluí e no quanto eu posso regredir se eu não me monitorar constantemente. Fiquei pensando que, se eu não tivesse conquistado respeito próprio, uma posição no mundo pra mim e pros outros, eu nem teria me inscrito nesse curso, ou no congresso em agosto, ou ido pros Estados Unidos ou qualquer coisa assim.. eu não iria conseguir.
Fiquei pensando que algumas coisas da letra ainda fazem muito sentido na minha vida, coisas que eu preciso consertar e pedir desculpas à mim mesma. Talvez existam coisas que eu nunca vou conseguir consertar, mas acredito na mudança, sempre. Pessoas podem melhorar sim e, se existem coisas que fazem você sofrer, é porque algo está errado.
Cada estrofe de letra me remetia à uma situação, passada e presente. Me lembrando das coisas que eu quero mudar e das coisas que eu já consegui mudar… Percebi que eu já não tenho mais muito pra me desculpar, o que me deixa feliz. Não existe nada mais recompensador, acho eu, do que perceber nossa evolução, validar nosso esforço… Eu raramente tenho essa sensação de satisfação com as coisas que eu conquisto, sempre acho que eu devia ter feito mais, melhor… mas não… nesse aspecto, de me amar mais… acho que eu fiz o possível e o possível naquele momento foi o suficiente, encaixe perfeito.
For hearing all my doubts so selectively and
For continuing my numbing love endlessly.
For helping you and myself: not even considering
For beating myself up and overfunctioning.
To whom do I owe the biggest apology?
No ones been crueler than Ive been to me.
For letting you decide if I indeed was desirable
For myself love being so embarassingly conditional.
And for denying myself to somehow make us compatible
And for trying to fit a rectangle into a ball.
And
To whom do I owe the biggest apology?
No ones been crueler than Ive been to me.
Im sorry to myself.
My apologies begin here before everybody else.
Im sorry to myself.
For treating me worse than I would anybody else.
For blaming myself for your unhappiness
And for my impatience when I was perfect where I was.
Ignoring all the signs that I was not ready,
And expecting myself to be where you wanted me to be.
To whom do I owe the first apology?
No ones been crueler than Ive been to me.
And
Im sorry to myself.
My apologies begin here before everybody else.
Im sorry to myself.
For treating me worse than I would anybody else.
Well, I wonder which crime is the biggest ?
Forgetting you or forgetting myself…
Had I heeded the wisdom of the latter,
I wouldve naturally loved the former.
For ignoring you: my highest voices.
For smiling when my strife was all too obvious.
For being so disassociated from my body,
And for not letting go when it wouldve been the kindest thing.
To whom do I owe the biggest apology?
No ones been crueler than Ive been to me.
And
Im sorry to myself.
My apologies begin here before everybody else
Im sorry to myself.
For treating me worse than I would anybody else.(2x)
“Esse fim de semana foi ótimo. Minha primeira aula da especialização foi tão boa que me faltam adjetivos pra explicar. Fiquei hiper encantada e mais convencida de que é isso mesmo que eu quero fazer.
Achei engraçado que, durante a aula eu tinha uma oscilação de pensamento, entre “caralho, eu não vou conseguir ser assim, aprender tudo isso..” com “cara, eu consigo fazer isso! Eu já sei isso!” E o espaço entre esses pensamentos era preenchido com “será que só eu me sinto assim??”…”
Estou com essa mesma sensação. Tive a minha primeira aula na pós de Psicologia Clínica na abordagem psicanalitica, e a sensação foi exatamente essa…
beijos
Comentário por Vinicius — Abril 27, 2009 @ 6:41 pm