Já fui muito mais apaxonada por psicanálise e, mesmo que hoje eu pense em outras coisas, algumas situações me remetem a psicanálise e como ela faz sentido. Uma delas é o ato falho. O ato falho, consiste basicamente em dizer algo que você não “queria dizer, mas disse” Por exemplo, quando você chama a namorada atual pelo nome da ex. Isso pode significar varias coisas ou coisa nenhuma. Nesse ponto eu amo Freud quando ele diz que “às vezes um charuto é só um charuto” E as vezes não mas, que fique claro, para que o ato falho se configure ele não pode ser intencional.
Agora, se juntarmos o poder do ato falho com o meu timing impecável e com uma situação delicada temos o que eu causei: um desastre de proporções astronomicas, com conseqüências ainda não totalmente conhecidas pelo homem. Essa minha qualidade, de causar desastres com palavras, é o que me impede de manter conversas com crianças e adolescentes, porque eu SEMPRE falo algo desnecessario. Hoje não foi nem com criança e nem com adolescente, mas foi o pior dos atos falhos… E aí, como eu vou explicar algo que eu NÃO quis dizer? Especialmente palavras que nunca me trariam beneficio algum!
Pessoas fazem interpretações diferentes de uma mesma situação e tem habilidades de “move on” e “get over” totalmente diferentes. Apesar de estar pensando em todas as possibilidades de remediar a situação, é inevitavel não pensar o que eu faria se fosse o contrário…
“You fight, you deal with it and move on, otherwise I´ll never have a real relationship…” (monica geller)
Gosto da explicação do ato falho.
Um ato em nome próprio… isso que é lindo!
O pior é querer explicar, pois nem você acredita, muito bem no que está falando.
beijão
Comentário por Vinicius — Junho 12, 2009 @ 3:46 am
Cometer esse tipo de gafe astronônica é de querer se esconder pro resto da vida (ou ao menos até o fim do dia). Espero que não venha acontecer comigo…
Comentário por Gio — Junho 13, 2009 @ 8:14 am