Pra ler com: Seabird – Falling for you.
Relacionamentos são uma coisa tão perigosa de se dissertar sobre. Se você está solteiro agora mas teve muitos relacionamentos anteriormente, como você pode falar de namoros felizes e que dão certo se os seus não deram? Ou, você acredita seriamente que o seu relacionamento é o melhor, o mais perfeito, o que vai dar certo e daqui há uns meses descobre que existia uma outra namorada no mesmo relacionamento, não há semanas mas, há meses.
Há pessoas que têm relacionamentos perfeitos, mas não é o suficiente. Existem pessoas que amam de mais ou de menos, que têm ciumes de mais ou de menos, desconfiança ou excesso de confiança demais ou de menos… Quem sou eu, quem é qualquer um, pra dizer o que é bom ou o que é ruim pra alguém. Graças a D’us que, mesmo diante desses questionamentos óbvios nós todos nos aventuramos a comentar sobre o que se passa quando nos entregamos à alguém.
Esses dias eu pensei em algo e, depois que eu coloquei no papel tornou-se a coisa mais óbvia do mundo: quanto mais a gente se apaixona e quebra a cara, mais fácil fica. Menos dói depois, existem mais chances de fazermos escolhas menores no futuro, de sermos menos cegos diante dos deslizes (nossos e do outro)
E hoje, tive outro desses insights. O que quer que seja que a gente sinta por outra pessoa fazer com que a gente ignore – ou queira ignorar – coisas importantes, como a situaçao real e a verdadeira compatibilidade do casal. A gente quer tanto que dê certo que ignora o fato de que um casal pra funcionar tem que ter comunicação, reciprocidade, confiança. O que será que nos leva a tentar fazer funcionar o que simplesmente não vai? Por que nos convencemos que PRECISAMOS mudar quando quem precisa não é você, mas o outro? É como insistir que um par de sapatos 34 tá super confortável num pezinho 38/39… Querer que tal tampa seja nossa tampa quando essa tampa claramente não serve. Eu óbviamente não recrimino, porque eu já fiz isso, quem não fez. Eu quero é saber por quê.
Relacionamentos são difícies de pensar, falar e escrever pois acreditamos que nele não cabe razão, apenas emoção.
O tripé comunicação, reciprocidade, confiança é sempre muito complicado, pois partimos da ideia que somos comunicativos, reciprocos e confiantes e quem está falhando é a outra parte. Acredito que esse pensamento de EU e TU dá merda porque achamos que vivemos como NÓS. Relacionamento é relacional 50-50. Sem tirar e nem por. Agora o grande problema é a persistencia em calçar o sapatinho 34!
Comentário por Vinicius — Junho 14, 2009 @ 1:26 am
OS meus foram perfeitos enquanto duraram, e acredite, por ter alguns mais conheci mulheres maravilhosas que não somente na relação de namoro me fizeram ver coisas, aprender e estar ao lado delas. Não fosse por isso, talvez não teria uma visão tão bela de vocês mulheres, e isso devo, em partes aos relacionamentos que tive.
Muito bom.
Besos
Comentário por D.Ramírez — Junho 15, 2009 @ 10:50 am