Não quero nada não, tô só dando uma olhadinha…

março 10, 2010

Fact and Fiction Work as Team.

Filed under: Uncategorized — Caroline @ 3:16 am

Existem coisas que eu tenho certeza que escolhemos pelo prazer que nos proporcionam. Prazer de nos sentirmos frustrados, chateados, derrotados. Quantas coisas incertas e duvidosas escolhemos mesmo sabendo onde elas irão nos levar… e ficamos com aquilo mesmo assim.

É como um bolo ruim, queimado e mal feito, mas com cobertura impecável. O bolo é a escolha e a cobertura é o enfeite mental que confeccionamos diante do que os outros fazem questão de nos apontar por bem, por mal, por cuidado, por importarem-se… Um bolo coberto de mentiras, justificativas, com pitadas de necessidade de carinho e aprovação e carência à gosto.

Já disse e repito, o potencial da mente humana é subestimado constantemente, as coisas absurdas que nos fazemos acreditar, as desculpas esfarrapadas, os sapos, a conivência sem sentido… Na hora parece tão necessário, parece que há algo a manter, algo que vale a pena ser mantido e cuidado apesar do que todas as outras evidências te apontem, apesar de tudo conspirar… o esotérico vira cético e o religioso vira ateu se preciso. Tudo pra defender um devaneio mirabolante porém fora do controle.

E aí eu penso que o bom mesmo é se fosse sempre possível ver as coisas “de fora”. Que houvesse um botão, um gatilho que nos fizesse ver a coisa do ponto de vista de quem está fora da situação, onde fica mais fácil ser crítico e lógico e factual.

Claro, há coisas que nos deixam momentaneamente frustrados e com dúvidas, com medo do que vem à seguir, medo de que não dar certo, medo da possibilidade de termos nos enganado. Mas, pra mim, esses questionamentos são passageiros quando fazemos uma escolha certa ou saudável. Você tem medo e perguntas mas, no fundo, sabe que é uma questão de tempo ou paciência ou parcimônia, mas sente no fundo que existe algo no horizonte e que as vezes uma noite de sono é o suficiente… As escolhas erradas são insistências burras desde o início, o medo não é o de ter errado mas de que o erro finalmente mostre sua cara feia e de que as pessoas ao seu redor também, com cara de eu-te-avisei, acreditem que precisam te lembrar disso.

A escolha errada já implica em não esperar nada ou muito pouco, em te causar angústia e insegurança ao nível de uma dor física. A escolha errada vem com a necessidade de consertar algo ou alguém ou a si mesmo. A escolha errada é fruto da impuslsividade que vira e mexe, vem mascarada como uma “boa idéia” ou um “ah, que se foda” ou ainda que você “não tem nada a perder”  E a impulsividade é tão sem vergonha que só acaba mostrando sua cara – especialmente no caso dos despreparados para perceber tal sabotagem – depois, à médio e longo prazo. Quando sua mente finalmente dá espaço ao pensamento crítico, aos prós e contras, à análise… e aí então é óbvio que não seria uma boa idéia, que você se importa e que você perde sim.

Escolhas erradas não exclusivas a ninguém, todo mundo está sujeito e todo mundo deve fazer uma em velocidade estatística (tipo, cada pessoa faz uma escolha errada há cada 10 minutos, ou algo assim), o segredo é aprender a lidar e crescer com elas…

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