Não quero nada não, tô só dando uma olhadinha…

Agosto 3, 2009

Why Can’t We Be Friends?

Arquivado em: Uncategorized — Caroline @ 3:43 am

Essa semana tive uma conversa, daquelas que já tive várias vezes antes mas não tinha prestado bem atenção no que eu mesma dizia e nem no que o outro me dizia. Fiquei pensando na sociabilidade da coisa. Pessoas são sociais por natureza, não vou deixar as obviedades à parte. Mas acho que as vezes a gente pensa que precisa mais de algumas coisas do que realmente é o caso. Isso é comum em todas as redes socias que a gente circula, o que muda é o quanto você se importa em mantê-las.

Digo isso porque é clássico encontrar alguém se questionando: ‘por quê ele nao liga/ligou?”, “se ele/ela tem algo pra me dizer, que me diga na cara, não mande recado..”, “por quê não atende quando eu ligo?”, “pra quê mentir? É só me dizer o que tá acontecendo”, “se for pra terminar, pelo menos me fala, vamos conversar..”

Diante destes exemplos empíricos báásicos existe uma única verdade óbvia e absoluta que nosso cérebro já é craque em driblar e ignorar: ele/ela claramente (já) não está (mais) tão afim de fazer qualquer coisa com você. Todas essas perguntas ali em cima são respondidas com o simples silêncio e aparente indiferença. Exemplos:

Por quê ele/ela não ligou?: Porque não quis, porque não lembrou, porque não tem vontade, porque perdeu o celular.. mas, basicamente não quis. Sério, todo mundo que quer muito fazer algo, dá um jeito.

Se ele/ela tem algo pra me dizer, me diz na cara, não manda recado que diferença faz, se foi na cara ou pelas costas? O fato é que algo foi dito e faz diferença. O investimento emocional que a gente deposita no outro é que define a nossa interpretação das coisas. Existem, porém, várias possibilidades.. se o recado foi enviado, pode ser que o mensageiro agiu de má fé. Pode ser que, numa conversa cara a cara, a pessoa negue tudo e rebole pra sair dessa cheirando à rosas. Isso e apenas isso deveria ser o suficiente pra convencer alguém de que tal pessoa não é bem o que parece, ou o que a gente faz parecer. A última opção é querer tirar satisfação, que deveria ser uma vez só. O pior que pode acontecer é você descobrir o que não queria – que era verdade afinal – sair com cara de tacho e ficar ruminando, tentando entender como isso tudo aconteceu.

Por quê não atende quando eu ligo? Porque não quer mais falar com você. (claro, tudo muda dependendo do grau de insistência nos telefonemas).

Pra quê mentir? É só me dizer o que tá acontecendo.: Bom, isso não é bem verdade, né? Se o cara chega e diz q não quer mais ficar com você porquê simplesmente não tem mais vontade, vai ser o fim do mundo e, mais interessante ainda, existe uma tendência humana à ignorar respostas simples. Logo, uma resposta dessas gera insistência e desconforto e aquele abismo de oportunidades pra fazer e dizer bobagem. A verdade é que tanto a mentira quanto uma resposta sincera vão ter o mesmo valor afinal, tudo o que importa é que você não quer que acabe e pronto.

Se for pra terminar, me fala de uma vez, vamos conversar..: Conversar pra quê? Se já havia um clima estranho e a pessoa sumiu há uma ou duas semanas… o que mais precisa ser dito? Conversa de término de namoro só é “bom” pra quem não quer sair do relacionamento. Quem quer sair, quer só isso e pronto. A outra parte já prepara um discurso todo, feito pra rebater qualquer argumento que o outro tenha pra terminar.

Acho que é a sociabilidade que nos impede de superar essas rupturas com mais lógica. Digo, quanto menos apreço/afinidade/investimento você tiver por uma pessoa, mais fácil de romper com ela e selecionar o que é útil e inútil pra nós mesmos, digo, eu não fico magoada se tal vendedora de uma loja não quiser me atender, não vou lá 15 minutos depois perguntar pra ela o que ela tem contra mim. Agora, acho que é preciso investir e insistir no que vale a pena, mais importante, insitir até um certo limite, que fica meio longe do limite entre a humilhação e o respeito próprio, diga-se de passagem. Como saber o limite? Se você não viu, com certeza pessoas vão te contar e aí é hora de procurar ajuda. Insistência com responsabilidade é saber que fez o que pôde por quem valia à pena naquele momento e ponderar, sempre. Acho que com o tempo fica mais fácil entender que nós somos felizes mesmo se for por nossa própria causa e não pela atenção que o outro deu.

Julho 24, 2009

Kinds of Envy.

Arquivado em: Uncategorized — Caroline @ 4:26 pm

Vira e mexe eu ouço alguém falando sobre inveja boa e inveja má. Então aqui vai uma dissertação livre, bem livre.

No começo eu pensei que isso fosse aquele tipo de argumento que a gente usa pra justificar pra si mesmo que não somos pessoas ruins por pensar isso ou aquilo sobre alguém. Sabe aquela coisa tipo “ah eu adoro ela, mas o que que era aquela roupa medonha???” ou ” Não é querer falar mal cara, mas…” Sempre torcendo que essa primeira sentença disfarce ou diminua o impacto do que vem depois do maaas…

Enfim, acho que existe mais de um tipo de inveja sim e acho que é quase possível sentir isso no ar, nas pessoas que andam com você. Talvez o conceito da tal inveja boa seja isso de que, você não quer conquistar exatamente o que tal pessoa conquistou mas, o resultado dessas coisas, ou como isso tudo foi realizado. Por exemplo, você conhece alguém que se deu super bem, soube se planejar, comprou um apartamento, carro, viaja todo o ano e não perde tempo com a cabeça pesada, preocupado com as dívidas que restaram disso… pode rolar uma inveja.
Mas acho que a inveja boa não tem nada a ver com O QUE exatamente ele comprou ou PRA ONDE exatamente tal pessoa viajou, mas dessa estabilidade, das possibilidades. Uma vontade de que você também possa usufruir disso, de que logo você possa se sentir seguro financeiramente, emocionalmente, psicológicamente, que seja.
Talvez a gente confunda inveja com a mistura entre felicidade, uma certa admiração e querer chegar à algum lugar.
Eu também acho possível que uma sensação confusa como essa possa fazer com que nos sintamos um pouco culpados às vezes, por não saber exatamente o que é.

Inveja ruim é simplesmente a impossibilidade de alguém ter de ver outra pessoa feliz/realizada/satisfeita. Porém acho que a gente tende a ter uma ideia distorcida de como lidar com isso. A primeira reação diante de uma situação é uma frustração ou um ataque defensivo, penso eu. A inveja é aquele tipo de coisa que te toma quando algo não está bem com você, não com a felicidade dos outros. Sim, isso é beeem clichê, bem livro de auto-ajuda, mas no fim sempre se resume à isso. Eu acredito mesmo nisso de que a forma como a gente pensa e se comporta define o que acontece ao nosso redor. Melhor, pensando bem, não existe inveja boa ou ruim, existe inveja e pronto. Existe essa vontade de tapar buracos em nós mesmos que nos incomodam, que nos perseguem e que nos evitam até de levar um dia de cada vez, de fazer e manter amigos, de acordar feliz de manhã e dormir bem à noite. O problema é que, obviamente a “vítima” da inveja entende a coisa diferente e provavelmente foi assim que o conceito todo se tornou tão monstruoso.

A infelicidade com nós mesmos pode ser horrível e irritante e cruel até. As outras pessoas não tem obrigação alguma de compreender. Do meu ponto de vista inveja é isso.. é querer ser coisas, chegar à algum lugar e o que incomoda é que alguém do seu lado fez coisas, tornou-se coisas, conquistou coisas e você ainda não. Além disso, inveja pode tornar-se esse ciclo vicioso que te impede de sair do lugar, mas te deixa cada vez mais preocupado com o que todo o resto do mundo conseguiu. Inveja improdutiva é isso, inveja produtiva gera uma ambição saudável que te move, te faz perceber que talvez você não queria o tal carro ou o tal apartamento afinal, mas sim a simples possibilidade de tê-los. li

Julho 21, 2009

All You Need Is Love.

Arquivado em: Uncategorized — Caroline @ 8:41 pm

É agora que esse blog pega :)

Quem tiver um tempo disponível, confira na NANU! a estréia da minha coluna (ou pelo menos do início de várias colaborações.

capa nanu 7

Enjoy.

Julho 16, 2009

Quickies

Arquivado em: Uncategorized — Caroline @ 1:05 pm

1 – Consultório em andamento, medo mas muita felicidade tb :) ;
2 – Ontem meus cartões ficaram prontos, eu tenho cartões!!!!!
3 – Sem wifi em casa de novo… é difícil assim. detesto ir pra lá e pra cá, esperando o computador central da casa vagar. Enfim.

Por essas razões que eu não estou escrevendo um post decente hoje mas só deixando um recado :)

Julho 3, 2009

We’re not the fortunate ones

Arquivado em: Uncategorized — Caroline @ 8:36 pm

Pra ler com:Greg Laswell – Girls Just Wanna Have Fun

Eu aprendi a lidar com muitas frustrações e, mesmo sabendo que as que ainda restaram são irracionais e me fazem parecer uma criança de sete anos que não conseguiu pescar a varetinha preta à tempo e não quer mais brincar – nunca mais, eu acredito que se não estou melhorando, vou conseguir melhorar.

Mas existem coisas que me causam algo maior que frustração. É isso com uma decepção… comigo mesma e com quem eu estou conversando. Eu não consigo me comunicar, a pessoa não quer consegue me entender e eu preciso falar. Isso me causa algo que eu desconheço o nome, mas me tira do sério.

Eu tenho um certo problema pra reconhecer quando alguém não quer me ouvir, mesmo eu tendo certeza que certa coisa precisa ser dita. Quem diabos inventou as frases de efeito, né? Aquelas em que a pessoa, evitando uma discussão ou a abertura de um diálogo só joga no ar e faz sua saída… Todo mundo conhece alguém assim. Aquelas pessoas que respondem “Ah não sei, você é quem sabe…” ou “Faz o que você quiser, eu não digo mais nada.” e ainda “Por mim…”( acompanhado daquelas duas levantadinhas automáticas de ombro). Ou aquela pessoa que só aparece e dá uma opinião pra “colocar fogo” na discussão e vai embora, não quer saber o que os outros acham, só quer causar um impacto. Mas, não sei o que é pior… Essas frases de efeito ou aquelas que servem pra te deixar sem resposta. Não porque a outra pessoa é super eloqüente e inteligente e articulada, mas por alguma outra razão que me é desconhecida. Tipo “Ah cada um é cada um”, “Ah que saco, deixa ele/ela/isso, cada um sabe o que faz”; “Amigo que é amigo não faz isso”; “Não faço comparações, isso leva à infelicidade” e “Não julgo pessoas” Claro, todo mundo tem direito de ser indeferente, de ser um jerk e tudo mais, mas então eu também tenho o direito de detestar isso. É o tipo de frase dead end Depois dali acabou-se a convera, o clima, a vontade de falar sobre qualquer outra coisa até. Eu acho isso de uma ignorância… de uma falta de educação até. Hoje é um dia daqueles.

Julho 2, 2009

A Paixão

Arquivado em: Uncategorized — Caroline @ 2:04 am

Interessante o que a paixão faz com as pessoas. A paixão, ao mesmo tempo que é bom, pode ser horrível. Dá aquela sensação de nervosismo, ansiedade, borboletas no estômago… As mãos suadas e aquele incômodo constante causado por palavras que você gostaria de dizer, mas ainda não conseguiu. Noites mal dormidas, ciúme infundado, dúvida, frustração e medo que pode levar à situações embaraçosas. Só que isso passa. A paixão não dura para sempre, mas pode ir e vir num mesmo relacionamento. E isso é bom.

Todo mundo, em algum momento, fez alguma coisa por alguém por impulso. Você não queria ter feito exatamente aquilo, mas simplesmente sentiu que precisava fazer alguma coisa. Qual menina nos seus quatorze ou quinze anos que, numa dessas festinhas de colégio (alguém lembra das festas americanas?) ou numa balada qualquer, não foi centenas de vezes ao banheiro só para poder passar na frente de tal menino e ainda fingir que não o viu?

Já em um relacionamento, cabe a analogia do palhaço e o dono do circo. Funciona assim: O palhaço é aquele que faz malabarimos, que está feliz da vida e se declara, te faz passar vergonha até. Te faz surpresas, re-descobriu o quanto te ama e o quanto não pode viver sem você. É aquele que sente mais saudade, que liga mais vezes, que passa por bobo, que não se importa com o que os outros vão dizer, enfim, é o que está mais apaixonado naquele momento. O dono do circo, por sua vez, é aquele que está bem, está feliz, seguro e amando também, mas não se encontra nessa fase eufórica de que precisa demonstrar o que sente o tempo todo e não fica esperando que todo o dia vai ter um desfecho romântico, como nos filmes da Meg Ryan ou da Julia Roberts. Às vezes você é o dono do circo, às vezes é o palhaço. Todo mundo que já esteve em um relacionamento saudável sabe que aquele fogo do início do namoro vai e volta, e tudo bem.

A paixão é o mecanismo que o cérebro criou para nos dar um sinal, meio distorcido às vezes, de que tal pessoa é um excelente candidato (a) para a perpetuação da espécie. Eu não queria soar como um documentário do Discovery Chanel, mas acho que não tem jeito. A verdade é que a paixão não tem nada a ver com o que está na caixa torácica mas sim, entre as orelhas. É o cérebro que capta sensações e cheiros e ativa neurotransmissores que nos fazem sentir de diversas formas, inclusive apaixonados. De acordo com a teoria da evolução, isso acontece quando estamos diante de parceiros em potencial, no caso, os homens mais fortes e as mulheres mais férteis. Ainda em um formato de documentário, proponho o seguinte: pense que, no nosso mundo, a selva africana é uma balada. A maioria das pessoas numa balada está lá pela caça tanto que, se você pensar bem, você escolhe a balada pela música e pelo tipo de pessoa que você pode encontrar lá, ou não? E tudo vale: as cantadas péssimas, olhares fixos deles para elas, mexer no cabelo, fingir que não percebeu que o rapaz ficou olhando para você a noite toda, provocações no jeito de dançar… É maluco e é intenso. Para quem não está dentro do jogo, é quase cômico observar o que se faz durante uma caçada. Tudo isso é passional e pode durar só alguns minutos, outras vezes duram horas ou dias e há vezes em que, sempre que tal pessoas vier à cabeça ou cruzar com você na calçada, um nervosismo toma conta de você, até dizer “oi” torna-se uma questão existencial. Isso acontece porque, como eu disse lá no começo, o seu cérebro produz neurotransmissores que te deixam eufórico, te fazem sentir desejo e excitação e você às vezes faz papel de bobo. Considerando que somos a espécie mais desenvolvida no planeta, era de se esperar que nossos rituais de atração fossem menos desengonçados do que daqueles animais no canal citado, parece que não.

A verdade é a seguinte, quanto mais as pessoas aprendem com suas experiências, menos chances de sofrerem com a paixão. Já reparou que a tendência é sofrer menos ao fim de cada relação? Ficamos mais espertos com o tempo mas, isso não quer dizer que vai chegar o dia em que você não vai mais se apaixonar. Vai sim e sempre.

Junho 30, 2009

What’s Going On?

Arquivado em: Uncategorized — Caroline @ 4:23 am


Por quê que, quando alguém morre a gente têm essa sensação de que deveríamos ter tirado mais tempo das nossas vidas para ter conhecido aquela pessoa melhor? As vezes sentimos uma ponta de culpa por não termos feito ou dito certas coisas à quem se foi. Eu conheço pessoas que tiveram reações exageradas e totalmente forçadas diante da morte de alguém, querendo se passar por pessoas que não foram, que não tiveram interesse em ser até então. Quase como se quisessem mais ou tanta atenção quanto quem partiu.
Voltando ainda à morte do Michael Jackson, uma coisa me chamou a atenção demais. Que ele andava super esquecido, a gente sabe. Que o retorno dele ao showbiz estava sendo encarado de uma forma cômica e com pouca fé, também sabemos. Mas, assim que ele morreu tudo o que ele produziu e o que tinha a cara dele na capa ou na estampa vendeu, vendeu até sumir das prateleiras. No top 10 dos mais vendidos na listinha do itunes, 5 das 10 músicas são do Michael Jackson. Os vídeos mais assistidos do YouTube também têm ele na lista. O que acontece que mexe com o inconsciente coletivo e que de repente precisamos ouvir as músicas, ver os vídeos, jogar Michael Jackson’s Moonwalker…? Essa é o meu questionamento da semana…Será que é culpa por termos pensado coisas horríveis dele enquanto era acusado de abusar menores? Remorso por ter guardado os discos e CDS numa caixa escondida na garagem durante pelo menos dez anos? Claro que essas perguntas são tão relevantes e tem tantas chances de uma resposta eloqüente quanto: Se o Michael do passado tivesse tido a oportunidade de ir até o futuro e ver no que ele iria se tornar, ele teria feito as coisas de outro modo? Enfim… essa era mais uma época que eu gostaria de ter vivido nos EUA. Se pra nós aqui foi impactante imagina lá,onde ele era muito mais constante e tinha um papel muito mais importante na cultura pop e na cultura afro-americana.
Acho que, no fundo, eu esperava que o tratamento contra o envelhecimento que ele fazia há anos fosse funcionar. Que quando eu tivesse sessenta anos (normais e algo bem próximo em bissextos) ele ainda parecesse jovem e ativo. Acho que estou desapontada com as causas e os processos naturais das coisas. Fazia um tempo que eu não me sentia assim.

Junho 29, 2009

Who’s Bad?

Arquivado em: Uncategorized — Caroline @ 2:38 am

Eu fiquei triste que o Michael morreu. Fiquei triste e talvez até levei prum lado estranhamente pessoal, mas não é a primeira vez que eu faço isso, já faz algum tempo que, sempre que eu ouço uma música diferente, vejo um clip inovador ou mais uma novidade da internet eu me pergunto “O que será que o John Lennon iria achar disso?” Tudo bem, talvez isso soe bizarro e maluco, afinal, mesmo que ele ainda tivesse vivo, como é que eu ia saber o que ele acha dessas coisas? Certamente ele não iria ligar me contando.

O fato é que com o John isso começou quando eu descobri que temos algo em comum. Eu vivo com a TV ligada, mesmo que não esteja assistindo, preciso dela ligada. Gosto de ficar zapeando porque é como se fosse uma janela extra no meu quarto, eu posso ver o mundo todo do meu quarto. Eu prefiro ficar um dia todo vendo o Discovery Channel que lendo um livro às vezes. A nossa “semelhança” – e coincidência foi que ele declarou a mesma coisa em uma entrevista e, anos mais tarde a Yoko disse a mesma coisa, sobre como ele adorava a TV ligada o tempo todo, porque assim ele poderia ter uma janela para o mundo do quarto dele.

Do Michael Jackson eu tenho lembranças do Fantástico, quando “Remember the Time” e “Black or White” estrearam lá. Na época em que a MTV não chegava na minha casa. Lembrava da minha vizinha e da minha empregada que tinham posters dele nas portas do armário e de quando ele veio pro Brasil gravar “They don’t Care About Us”. Só que eu lembro também que, pra qualquer coisa boa que ele fazia, 10 coisas bizarras ofuscavam aquela coisa super legal. A imprensa sempre tirou sarro, debochou e duvidou da inocência dele diante de todas aquelas acusações de abuso infantil e pedofilia. A verdade é que não precisa ser um gênio pra entender que ele pensava mesmo que era um Peter Pan. Na hora de cantar, subir num palco e dançar, ele era único, era demais até pra ele mesmo. Inquestionavelmente ele foi um dos últimos mitos da cultura pop que nós temos.

“Scream” ainda é o clip de orçamento mais caro da história (5 milhoes de dólares), “Thriller” ainda é o album mais vendido de todos os tempos. Lógico que, o fato de esses números serem hoje inatingíveis é culpa, em grande parte, da internet e da disponibilização de informação e musicadados em tempo praticamente real. O que ele fez foi transpor limites. Ele criou batidas, ritmos, coreografias e isso é fantástico. Tenho certeza que quase toda essa geração de pop e R&B deve muito à ele.

Agora, voltando ao início, ao que tocou meu lado pessoal… É o seguinte, ele era uma pessoa visívelmente doente e discontente consigo mesmo. Ele não se deixou ajudar e quem garante que lhe foi oferecido? O que se sabe hoje é que ele tinha um pai horrível e abusivo, que controlava cada passo que ele dava. Por ser o mais talentoso dos irmãos foi o mais exigido. Perdeu a infância e a oportunidade de viver as fases da vida. Numa das entrevistas que ele deu, disse que o pai batia se um dos movimentos da coreografia não saísse conforme o ensaiado, imagina o tipo de ambiente que esse cara cresceu. Junto disso ainda vem a fama e as possibilidades infinitias sim, porque todo mundo que é rico e poderoso e influente pode ser e fazer o que quer… E foi o que ele fez. Tentar recuperar algo que não havia como.
Do meu ponto de vista, tudo fica fácil se pensarmos nele como uma criança, tudo o que ele fazia era típico de uma criança de 10, 11 anos. Ele queria andar com outras crianças porque de certo ele achava q tava tendo sua panelinha, com “pessoas” que pensavam e viam o mundo como ele. Sabe quando você tem 10 anos e quer que seu amigo durma na sua casa? É isso que ele fazia. E só é estranho pq ele era um homem de 40 anos. Eu acredito mesmo, sempre acreditei na inocência dele. Acho que as pessoas se aproveitavam dessa ingenuidade infantil dele e tocaram o pau com processos e tudo mais. É evidente que ele seria um alvo lucrativo e óbvio, como entender um comportamento desse num homem? Exceto que ele não achava que tinha essa idade e nem as responsabilidades que vinham com ela.
Em uma outra declaração, Michael diz que as plasticas vieram porque 1) ele não queria se parecer em nada com o pai e 2) o pai o provocava o tempo todo por causa de sua aparência e suas espinhas, dizendo que isso era mais uma coisa que ele havia puxado da mãe. Com o tempo isso o fez mais e mais descontece com a aparência. É mais interessante ainda o comportamento dele se levarmos em conta que ele pensava como criança e tinha as possibilidades de um adulto.
O que me incomoda e me enche de raiva são todas as homenagens, as coberturas, as mensagens de pêsames nos twitters dos famosos nível Lindsay Lohan expressando tristeza e sentimento de perda, como se fosse um membro da família. Quantas dessas pessoas realmente se importavam com ele e não o achavam um esquisitão pedófilo e perturbado? De repente ele virou especial e importante e uma perda irreparável… mas ele tava até o talo de dívidas e sem muitos amigos, aparentemente. Claro que o contrário também seria horrivel, ninguém demonstrar nada e só uma pequena nota esquecida no canto de um jornal… Mas acho que essas pessoas deveriam se esforçar menos pra mostrar qualquer tipo de condolência.

Junho 17, 2009

Flightless Bird, American Mouth.

Arquivado em: Uncategorized — Caroline @ 2:29 am

Às vezes eu tenho isso de sentir uma inveja que não acho que seja inveja e que passa bem logo. Acho que têm sintomas de inveja mas não a coisa em si. Eu já me questionei e trabalhei isso de inveja, desde há uns dois anos atrás quando me disseram que eu era o tal pecado capital em forma de pessoa. Acho que pra ser invejoso, tem que ser mais. É preciso ser um pouco vingativo, auto-destrutivo, mesquinho, egoísta, ignorante até e, o mais importante… não acho que o invejoso considere nem a mínima possibilidade de ter esse sentimento ou características desse sentimento. O invejoso não pensa em momento algum sobre como tal pessoa está feliz da vida, mas sim o fato de ele não estar e de como a vida foi injusta com ele e tudo mais…

Ok, uma introdução meio grande para o que eu queria mesmo falar. Acabei de saber hoje que uma amiga com quem eu não falo há tempos está em Nova Iorque. Eu acho ótimo, fantástico ver fotos que eu também já pude tirar, ver nos olhos dela o fascínio diante do colorido luminoso da Times Square, amar DC.. Pensando bem, não sei agora se é uma saudade, mais que uma inveja.

Eu posso dizer sem problemas que conheço NYC praticamente com a palma da minha mão, conheço os metrôs, senão, sei pedir informações e sei me guiar, sei onde procurar o quê.E é muito diferente viajar à passeio e trabalhar num lugar desse. Ver essas fotos me fez querer voltar, mas com tempo e com pessoas que eu gosto, como ela provavelmente fez.

Ao contrário de Londres, NYC me deixa dividida. Tem coisas que eu lembro que me faziam detestar a cidade, têm outras… Mas NYC me traz a mesma sensação de certeza de voltar que Londres me trazia (e ainda traz) me deixa um pouco triste não ter aproveitado mais, mas me acalma essa sensação segura de que eu não preciso me preocupar, porque eu vou poder voltar.

Junho 13, 2009

The world can try but we can’t change.

Arquivado em: Uncategorized — Caroline @ 3:21 pm

Pra ler com: Seabird – Falling for you.

Relacionamentos são uma coisa tão perigosa de se dissertar sobre. Se você está solteiro agora mas teve muitos relacionamentos anteriormente, como você pode falar de namoros felizes e que dão certo se os seus não deram? Ou, você acredita seriamente que o seu relacionamento é o melhor, o mais perfeito, o que vai dar certo e daqui há uns meses descobre que existia uma outra namorada no mesmo relacionamento, não há semanas mas, há meses.

Há pessoas que têm relacionamentos perfeitos, mas não é o suficiente. Existem pessoas que amam de mais ou de menos, que têm ciumes de mais ou de menos, desconfiança ou excesso de confiança demais ou de menos… Quem sou eu, quem é qualquer um, pra dizer o que é bom ou o que é ruim pra alguém. Graças a D’us que, mesmo diante desses questionamentos óbvios nós todos nos aventuramos a comentar sobre o que se passa quando nos entregamos à alguém.

Esses dias eu pensei em algo e, depois que eu coloquei no papel tornou-se a coisa mais óbvia do mundo: quanto mais a gente se apaixona e quebra a cara, mais fácil fica. Menos dói depois, existem mais chances de fazermos escolhas menores no futuro, de sermos menos cegos diante dos deslizes (nossos e do outro)

E hoje, tive outro desses insights. O que quer que seja que a gente sinta por outra pessoa fazer com que a gente ignore – ou queira ignorar – coisas importantes, como a situaçao real e a verdadeira compatibilidade do casal. A gente quer tanto que dê certo que ignora o fato de que um casal pra funcionar tem que ter comunicação, reciprocidade, confiança. O que será que nos leva a tentar fazer funcionar o que simplesmente não vai? Por que nos convencemos que PRECISAMOS mudar quando quem precisa não é você, mas o outro? É como insistir que um par de sapatos 34 tá super confortável num pezinho 38/39… Querer que tal tampa seja nossa tampa quando essa tampa claramente não serve. Eu óbviamente não recrimino, porque eu já fiz isso, quem não fez. Eu quero é saber por quê.

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